Roteiro de 7 dias em Tóquio: atrações imperdíveis na capital do Japão (parte 2)
Roteiro em Tóquio
Será que 7 dias em Tóquio é muito? Na verdade é muito….pouco! A cidade mais populosa do mundo, com uma área metropolitana que abriga mais de 37 milhões de pessoas, é um grande mix de atrações, diversão e cultura e é impossível ficar sem planejamento para cada dia da sua estadia.
Nesta continuação do artigo sobre roteiro, você verá algumas atividades fora do que é mostrado normalmente nos guias turísticos. Seja criativa na hora de montar a sua programação de viagem e se surpreenda!
Dia 5: Ikebukuro e Museu Ghibli
Ikebukuro: a meca da cultura pop
Ikebukuro é um distrito de entretenimento em Toshima, no noroeste da região metropolitana de Tóquio. Tornou-se uma região muito ligada à cultura de mangás e animes e também uma área gourmet eclética de Tokyo (no entorno da estação há uma série de bons restaurantes locais, de diferentes especialidades). É a rival de Akihabara quando se fala em cultura pop japonesa. Ikebukuro abriga uma grande quantidade de escolas e universidades, o que faz com que uma população bem jovem frequente e dê vida ao lugar.

Para chegar, pegamos o metrô até Ikebukuro Station, simplesmente a terceira mais movimentada de todo o Japão. São 12 linhas de metrô e trem chegando nela, sendo o acesso muito fácil partindo do centro de Tóquio. De Ginza, levamos apenas 23 minutos para chegar; de Shinjuku são somente 10 minutos. Na própria estação de Ikebukuro já existem dois shopping centers imensos: o Lumine e o Seibu.
Saindo da estação, a quadra que fica entre a Sunshine Dori e a Green Odori, é repleta de restaurantes e izakayas, sendo um ótimo ponto para frequentar após o expediente. Passamos rapidamente para em 5 minutos chegar ao primeiro destino do dia: Animate – a maior loja de mangás e animes do mundo!
A Animate de Ikebukuro, reformada em 2023, tem 10 andares de tudo relacionado ao universo otaku. A fachada já impressiona, com letreiros gigantes dos animes do momento. No térreo, ficam os stands dos lançamentos – fomos bem na época do filme de Project Sekai – e ainda um café onde você pode personalizar seu cappuccino com personagens de anime.

O segundo e o terceiro andares são inteiros dedicados a mangás de todos os assuntos. No terceiro andar há material de desenho para mangá. O quarto e o quinto andares são de merchandise de animes, como bonecos, roupas etc. No subsolo e no nono andar existem espaços para eventos, como um cinema e salas para realização de talk shows, sessões de autógrafos e performances.
Se você, como eu, vai viajar com uma criança alucinada pela cultura japonesa, a Animate não pode faltar no seu roteiro por Tóquio. A loja possui filiais em Shinjuku, Akihabara e Shibuya, mas nenhuma com a variedade de materiais que existem na de Ikebukuro. Não preciso dizer que passei o resto do dia todo com uma sacola pesada de merchs! Ah, tudo o que compramos lá teve tax free e foi colocado na sacola lacrada, só podendo abrir depois que deixamos o Japão.
Outro ponto de interesse é o shopping Sunshine City. Ele pega um quarteirão inteiro em Ikebukuro e é um centro comercial bem grande mesmo, mais no estilo dos que temos no Brasil. O Sunshine City possui um observatório a 250 metros de altura com parquinho infantil e também um aquário com três ambientes, onde você poderá ver répteis, peixes, invertebrados, aves e alguns mamíferos. O Sunshine City é um ótimo programa para quem está com crianças em Tóquio!

Uma coisa engraçada que eu percebi no Japão, é que eles têm muitas coisas “maior do mundo”, principalmente lojas. No shopping, nós visitamos o maior centro Pokemon do mundo e a maior loja de gachapon do mundo também! O Centro Pokemon Mega Tokyo fica no segundo andar. Vende mercadorias feitas exclusivamente para essa loja (tem todos os Pokemon em plush, em uma parede imensa só de bonecos), possui um café temático e uma área exclusiva para caçar e fazer batalhas entre Pokemon com o aplicativo Pokemon Go. Já a loja de gachapon fica no terceiro andar e possui mais de 3 mil máquinas de brinquedinhos. É enlouquecedor!
No shopping você também vai encontar animal cafés, como o MiniPig com os porquinhos mais fofos. Eu fui nele em Quioto no final da viagem!
Ikebukuro é uma alternativa a Akihabara, principalmente se você estiver com crianças. Tem praticamente o mesmo tipo de comércio, porém em um ambiente mais familiar. Em Akihabara é preciso tomar cuidado ao entrar em certas lojas que parecem inocentes, e que “do nada” têm prateleiras com produtos adultos misturados ao restante das mercadorias. Em Ikebukuro você também vai encontrar menos turistas e menos assédio em relação a maid cafés e afins.

DICA DE LUGAR PARA ALMOÇAR NO SUNSHINE CITY
Benitora Gyozabo Ikebukuro Sunshine
Estávamos morrendo de fome a essa altura e procuramos um lugar para almoçar sem precisar voltar à área da estação. Logo saindo da loja de gachapon, vimos um restaurante daqueles que estão sempre no imaginário de quem vai para o Japão – cheio de amostras de pratos de comida na vitrine. Com o cardápio de especialidades chinesas, resolvemos dar uma variada das comidas japonesas dos dias anteriores.
E foi uma ótima surpresa! Chopp Asahi geladíssimo, pedimos um combo completão para o almoço com várias coisas para provar. Veio sopa, frango frito, dumplings no vapor, arroz frito e camarão agridoce. A porção era bem generosa! Dois combos de almoço, mais um noodle com wonton que minha filha pediu e as bebidas saíram por ¥6.600 (mais ou menos R$240,00).

A Magia do Museu Ghibli
Essa é possivelmente a atração mais desafiadora para comprar ingresso em todo o Japão!
O Museu Ghibli ocupa uma área na cidade de Mitaka, na região oeste da grande Tóquio, a 30 minutos de Ikebukuro e 20 minutos de Shinjuku. É um espaço de arte lúdico, totalmente dedicado às obras cinematográficas do Studio Ghibli. Se você não está ligando o nome à pessoa, procure pelos filmes Meu Amigo Totoro, A Viagem de Chihiro (vencedor do Oscar) e o Serviço de Entregas da Kiki. Aminação japonesa da melhor qualidade!
Elaborado pelo próprio Hayao Miyazaki – animador, cineasta, roteirista, escritor e artista de mangás, co-fundador do estúdio – seu planejamento começou em 1998. A construção iniciou-se em Março de 2000 e foi aberto oficialmente no dia 1 de Outubro de 2001. Até antes da pandemia, só era possível comprar ingressos presencialmente, o que dificultava a visita de estrangeiros, pois você precisava conhecer alguém em Tóquio para comprar seu ingresso com antecedência.

DICA: O PROCESSO PARA COMPRAR O INGRESSO
Os ingressos para o Museu Ghibli só ficam disponíveis no mês anterior à visita e só há um canal oficial de vendas.
As vendas abrem todo dia 10, às 10h00 JST, para o mês seguinte. (Se você quiser ir em outubro, deve comprar no dia 10 de setembro por exemplo).
Para quem está no Brasil, a compra deve ser feita dia 9, às 22h00
Assim que as vendas abrem, você é direcionado para uma fila e aguarda a sua vez. Entre pontualmente pois você estará concorrendo com o mundo todo e a posição na fila costuma desanimar (eu fiquei na fila uma hora e meia).
O museu tem 4 horários de visitação: 10h00, 12h00, 14h00 e 16h00.
Não se prenda a uma data fixa, tenha opções que possam ser mexidas dentro do seu roteiro, porque no final das contas você vai comprar para a data que tiver. Depois de umas dez tentativas de data, eu finalmente consegui uma para o horário das 16h00, que não era nem o meu preferido.
O canal oficial de vendas é a Lawnson Online NESTE LINK.
Os ingressos custam
- ¥1000 (R$36,00) para adultos
- ¥700 (R$25,00) para adolescentes de 13 a 18 anos
- ¥400 (R$15,00) para crianças de 7 a 12 anos
- ¥100 (R$ 3,00) para menores 7 anos
- crianças abaixo de 3 anos entram de graça
Quando chegamos na estação de Mitaka, logo procuramos as placas indicativas para o ônibus amarelo especial que leva até a atração. Este ônibus é todo decorado com tema do Studio Ghibli e sai a cada 15 minutos durante o horário de funcionamento do museu – a passagem pode ser paga com o IC Card ou cartão de crédito/débito por aproximação.
O edifício é uma obra caprichosamente desenhada que remete aos diferentes filmes, e muitos de seus famosos personagens estão lá, incluindo o robô em tamanho real de Laputa no jardim da cobertura. Na entrada do Museu Ghibli é o próprio Totoro que te recebe na bilheteria. Este é um dos poucos lugares onde podemos tirar fotos – em toda a parte interna está proibido – já que os criadores querem que o visitante tenha realmente uma experiência imersiva em seu universo.

O primeiro andar possui uma exposição permanente sobre o processo de criação do estúdio e no segundo andar há uma recriação da casa de Miyazaki, com storyboards e máquinas de animação “raiz” interativas. Parte do segundo pavimento é dedicado a exposições temporárias – quando fomos era sobre os cenários de O Menino e a Garça (vencedor do Oscar em 2024).
Não deixe de assistir aos curta metragens especiais que são exibidos no cinema do térreo. Na conferência dos ingressos, você recebe tickets para assistir à exibição. Guarde-os depois com carinho, pois são um pedacinho de celulose com um frame de animação impresso. Os curtas são exclusivos do museu e você não poderá assistir mais em nenhum outro lugar!
Aproveite também o terraço – onde poderá tirar fotos – com um jardim relaxante e uma bonita vista de Mitaka. Como fomos no último horário, ainda pegamos um pôr do sol de inverno maravilhoso.
O Museu Ghibli também tem uma lojinha de souvenirs tentadora e um café.

Dia 6: Ginza e Shinjuku
Ginza: a cara da riqueza
Era um sábado de sol, e a gente estava ficando meio baqueado da diferença do fuso horário já no final da primeira semana no Japão. Neste dia resolvemos sair um pouco mais tarde e aproveitar o calçadão livre de carros em que é transformada a Chuo-dori, avenida principal do bairro de Ginza que se estende por 8 quadras (Chomes).
Nos finais de semana, de meio-dia às 17h00 (no verão até as 18h00), um trecho de 1.100 metros da rua se transforma no Paraíso dos Pedestres (Hokoten em japonês) e recebe 300 mil visitantes em dias de tempo bom.
Mesinhas com guarda-sóis são colocadas no meio da via para quem quiser curtir seu piquenique e é proibido fazer performances sem autorização, andar de bicicleta, assim como vender mercadorias na rua (os famosos ambulantes).

Ginza é o metro quadrado mais caro do Japão – quando da expansão econômica do país nos anos 1980 chegou a ser o mais caro mundo. Suas quadras elegantes, com calçadas largas e lojas de grife em todas as direções, me fizeram pensar que ali é a Nova York que deu certo. Edifícios de arquitetura arrojada, pessoas bem vestidérrimas e muitas sacolas de lojas caríssimas tremulando nas mãos das japonesas fazem 5ª Avenida parecer bem mixuruca.
Em japonês, Ginza significa algo como “casa da moeda de prata”. O distrito recebeu este nome no século XVII, quando ali eram cunhadas as moedas no período Edo, antes da capital do Japão ser transferida para Tóquio. Após o incêndio de 1872, o governo construiu prédios em tijolos como sinal de modernização e adotou o modelo de construções européias, formando uma rua de comércio em estilo ocidental.
Eu tive a impressão que o Japão é um país mais consumista do que os Estados Unidos. Em todo lugar tem mega lojas, caras e baratas, de luxo ou de quinquilharias, lotadas e abarrotadas de gente comprando – não como eu que só fui dar uma olhadinha…

Pontos de interesse em Ginza (para compras, é claro!)
Ginza Itoya
2 Chome-7-15 Ginza, Chuo City, Tokyo
Loja com 8 andares dedicados a itens de papelaria, canetas, cadernos e material para desenho. Cada andar tem uma especialidade e é fácil fácil se entreter por horas lá dentro. Me chamou atenção um andar quase todo só para agendas de papel! Um dos andares é inteiro para canetas de luxo que podem chegar a milhares de dólares. A parte de material de papelaria para o dia a dia é a mais legal, com artigos bem diferentes como canetas de ponta quadrada, grampeador sem grampos ou tesoura para picotar papel em tirinhas. PS: a cafeteria do térreo foi o único lugar no Japão que eu tomei um café bom!
Seiko House Ginza
4 Chome-5-11 Ginza, Chuo City, Tokyo
Edifício tradicional em estilo europeu neo-renascentista com o relógio da Seiko na fachada. É o símbolo do bairro – em todas as fotos de Ginza você vai ver esse relógio. Hoje funciona como uma loja de jóias, relógios e outros itens de luxo. Construído em 1881, foi um dos poucos edíficios da região que sobreviveram à Segunda Guerra Mundial.
Muji Ginza Flagship Store
3 Chome-3-5 Ginza, Chuo City, Tokyo
Rede varejista muito famosas em todo o páis, a Muji é conhecida pelo design minimalista dos seus produtos. Na loja, você encontra itens diversos como roupas, alimentos e utensílios para casa que são a cara do Japão. A Muji também possui um restaurante, um café e até um hotel no sexto andar.

Uniqlo Flagship Store
6 Chome−9−5 Ginza, Chuo City, Tokyo
A maior loja da marca japonesa que é sucesso no mundo todo. Imperdível para compras de roupas de inverno! Os preços são ótimos! Blusas de cashmere por valores excelentes e uma dica para trazer para o Brasil são as camisetas e underwear da linha Airism. É um tecido técnológico “refrescante”, que não deixa você ficar suada e calorenta no verão. A Flagship é linda e maravilhosa, mas infelizmente eu não passei do térreo porque TINHA FILA para subir para os outros andares. Do ladinho da Uniqlo, tem a prima pobre chamada GU. As roupas não têm a mesma qualidade, os tecidos são mais ordinários – no sentido de serem tecidos comuns, sintéticos – mas as roupas são muito muito baratas mesmo (a peça mais cara custa R$130,00).
Ginza 6
6 Chome-10-1 Ginza, Chuo City, Tokyo
O Ginza Six é um dos shoppings mais luxuosos de Tóquio, oferecendo uma experiência de compras de alto nível com marcas internacionais e japonesas exclusivas. Inaugurado em 2017, possui andares destinados a cosméticos, roupas, objetos de design e um interessante food hall. Destaque para uma grande livraria de arte e um terraço panôramico com jardim, com uma bela vista de Ginza.
Shiseido The Store e Shiseido Parlour
7 Chome-8-10 Ginza, Chuo City, Tokyo
Vale a pena olhar os cosméticos da Shiseido nessa exclusiva loja de Ginza. Quando digo exclusiva, é porque lá você acha linhas de produtos que não encontra em lugar nenhum fora do Japão. É para renovar o skincare e deixar algumas centenas de dólares na mesa! O mais legal é poder gravar seu nome e emojis nas embalagens das maquiagens que comprar nessa loja. O atendimento é sensacional e a gente ainda sai com alguns brindes na sacolinha! Bem do ladinho da loja, o Shiseido Parlour é um prédio de restaurantes, bares, casa de chá e que no térreo possui uma loja de chocolates e doces. As embalagens em qualquer lugar no Japão são lindas, aqui elas são exuberantes! Se tiver tempo, suba no salão de chá e peça um Parfait de morangos, uma sobremesa típica do Japão.
Shinjuku: a Tóquio que a gente imagina antes de chegar
Shinjuku é o distrito de Tóquio que tem a estação de trem mais movimentada do mundo, transportando 2 milhões de pessoas por dia. A estação é rodeada por shopping centers e galerias de lojas subterrâneas.
O bairro é conhecido pela vida noturna, bares e diversão. O entretenimento noturno é uma parte importante da cultura japonesa e uma das razões pela qual o país tem uma vida noturna tão intensa e diversificada. Assim que você sai da estação de metrô, os grandes letreiros neon, o vai e vem nas ruas e as casas de pachinko dão uma leve confusão mental. Mas logo você se dá conta que é aquilo que sempre imaginou como seria chegar em Tóquio!

O mais interessantes é realmente visitar no final da tarde e início da noite, para sentir o impacto das ruas iluminadas. Fomos logo ver a tão fotografada cabeça do Godzilla, que fica no Hotel Gracery Shinjuku. A escultura pesa 80 toneladas e o hotel possui quartos decorados com tema de Godzilla, que custam a partir de USD 300 a diária. De meio dia às 20h00 Godzilla solta fumaça e rugidos a cada hora cheia.
Fomos andando, descendo a mesma rua do Godzilla e vendo as lojas de gachapon, a Donki (onipresente), as konbini e pachinko, prestando atenção no movimento do sábado à noite. Muitos japoneses já estavam indo para os izakayas e os bares estavam começando a ficar movimentados.
No final da rua, ao lado da linha do trem, encontramos o famoso gato 3D de Shinjuku. A cada 15 minutos ele aparece entre os anúncios do letreiro luminoso em uma longa sequência de animação. O gato 3D de Shinjuku é muito popular desde a sua instalação em 2021 e já ganhou 17 prêmios tanto de design como de propaganda. O melhor é ficar outro lado rua, onde tem uma pracinha, para apreciar o gato a uma distância boa. Não se amontoe em frente à faixa de pedestres porque atrapalha as pessoas que vão atravessar – e o pior é que muitos turistas fazem exatamente isso.
A empresa criadora do gato, passou meses estudando os comportamentos felinos para chegar a uma animação o mais realista possível, ao nível de estudar a dilatação de pupilas dos gatos. O gato de Shinjuku é um raro exemplar de gato macho tricolor e sua coleira é feita de corda com nós típicos dos artesanatos japoneses. A cada aparição ele performa uma cena diferente.

Depois de ver o gatinho, cruzamos a linha do trem em direção ao edifício da Prefeitura de Tóquio: duas torres que dominam o skyline de Shinjuku e que se tornaram mais uma atração turística da cidade. Durante o dia, você pode subir nos mirantes gratuitos e, com céu claro, avistar até o Monte Fuji ao olhar na direção oeste.
Mas, como fomos à noite, a grande atração foi o show de projeções Tokyo Night and Light. É o maior espetáculo de projeção mapeada do mundo (olha a mania de grandeza aí novamente), com 13.900 metros quadrados de fachada recebendo imagens a cada 15 minutos.
O show acontece diariamente – das 17h30 às 21h30 no inverno – e no site oficial você pode conferir qual vídeo será exibido em qual horário (existem variações de temas no mesmo dia).
Na frente dos prédios há uma praça com grama sintética para as pessoas se sentarem durante o show e o sistema de som é bem potente. Nós assistimos ao filme comemorativo de 70 anos de Godzilla e mais uma projeção de vídeo abstrata com tema de Tóquio que foi muito interessante.

DICA PARA COMER EM SHINJUKU
Nesse dia fizemos uma “almojanta” no CoCo Ichibanya, uma cadeia de casas de curry inaugurada no Japão em 1978. Em todo o país você vai encontrar filiais para uma refeição rápida e gostosa.
O CoCoICHI de Shinjuku fica na rua bem em frente à cabeça do Godzilla. Uma portinha. E dentro são apenas 4 mesas e no máximo uns 10 lugares no balcão.
O pedido é todo feito no tablet que fica nas mesas – tem opção em inglês. É um grande facilitador no Japão; na maior parte de restaurantes grandes (cadeias) não é necessário pedir nada ao garçom, tudo é via tablet.
Você escolhe seu curry pela intensidade, quantidade de arroz e em seguida escolhe entre os 40 acompanhamentos (normalmente fritos/empanados). Nós escolhemos com tonkatsu, mas você pode optar por croquetes, omelete, frutos do mar e até salsicha.
O nível da pimenta vai de sem pimenta, passando pelo regular e depois com pimenta extra de 1 a 10!!! Eu pedi o nível Standard (que seria, digamos apimentado normal) e já veio bem picante e saboroso. Meu marido pediu o nível 2 e foi bem sofrido.
A nossa conta com 3 pratos de curry e duas bebidas saiu por ¥5.112 (aproximadamente R$190,00).

Dia 7: Templo Gotoku-ji em Setagaya
No último dia em Tóquio, tivemos programação somente na parte da manhã. A tarde foi dedicada a arrumar as malas pequenas que levaríamos para Takayama e despachar as grandes direto para Quioto. Se você não sabe ainda como funciona o sistema de envio de malas dentro do Japão, leia o nosso artigo sobre os meios de transporte.
E então, resolvi colocar nesse dia um passeio que eu já tinha visto algumas vezes no Instagram, louca dos gatos que sou.

Setagaya: a Tóquio que não parece Tóquio
Setagaya é a região administrativa com maior população e segunda maior área de Tokyo. Essencialmente residencial, ali nasceu o criador de Pokémon e viveu o cineasta Akira Kurosawa até a sua morte.
Em Setagaya podemos observar casas tipicamente japonesas, com as garagens abertas, bicicletas encostadas nas portas, decorações e amuletos pendurados do lado de fora. Situada a sudoeste da Tóquio Central, reserve cerca de 50 minutos para chegar até lá.
Foi nessa região tranquila e zero turística que fizemos o passeio até o Templo dos Gatos Gotoku-ji, que começa na estação de trem de Sangenjaya, de onde parte uma das duas únicas linhas de bonde ainda ativas em Tóquio.

A graça é esperar pelo bonde temático decorado com o Manekineko, tanto no exterior como no interior. Patinhas de gato no piso e alças pega-mão em forma de orelhinhas são alguns dos detalhes fofos desse rápido passeio, que dura apenas 10 minutos até a estação de Miyanosaka.
Os horários do bonde de gatinho ficam fixados na entrada da parada do bonde, mas você também pode consultar na internet nesse link. O pagamento da passagem é feito com o IC Card ou cartão de crédito/débito com NFC.
Quando a gente salta, parece que chegamos a uma cidade de interior. Ruas sem carros, muitas bicicletas, lojinhas locais… e já avistamos desenhos de gatinhos espalhados por aí.
O templo fica a apenas 300 metros da parada do bonde e é o local onde nasceu a figura do Manekineko, o gato da sorte.
A Lenda no Manekineko

Um dia, um nobre voltava da prática de falcoaria, quando um gato acenou para ele no portão de um templo e ele resolveu entrar.
No momento que entrou, uma forte tempestade começou a cair e ele estava protegido. Conversando com o mestre do templo, o nobre ficou impressionado com a sorte que o gato lhe trouxe e resolveu financiar a construção do templo Gotokuji em 1633.
Mais tarde, foi construído o altar de Shofuku-den para adorar o gato que traz a boa sorte, dando a ele o nome de Manekineko.
Desde então, muitas pessoas vêm até o templo Gotoku-ji, que funciona das 6h00 às 17h00, orar pelo bem-estar da família, prosperidade nos negócios, sorte e felicidade.
O gesto de acenar do Manekineko simboliza um convite à sorte e à energia positiva na vida da pessoa.
Se você levar um Manekineko para casa, fizer um pedido e for atendido, você pode trazer o gato de volta para o templo em agradecimento e para que a sorte fique sempre com você.
O manekineko com a pata direita levantada atrai dinheiro e boa sorte. Com a pata esquerda atrai clientes para um negócio.

Logo ao chegar avistamos milhares de manekinekos colocados em prateleiras de madeira em volta do templo, desde os mini do tamanho de uma unha, até os bem grandes com cerca de 40 cm de altura.
A lojinha vende os gatinhos, amuletos e também as Ema, placas para escrever pedidos e agradecimentos, além dos goshuin (carimbos do templo). Atualmente só é permitido comprar gatinho por pessoa.
No passado, não havia restrição e só conseguia comprar quem chegasse muito cedo. Os últimos visitantes do dia já não achavam mais o Manekineko. Os voluntários que trabalham lá avisam que o gato é um objeto sagrado e não se deve escrever nele, nem alterar a sua aparência – havia turistas escrevendo nomes nos gatos que eram colocados no templo.

DICA PARA TOMAR UM CAFÉ EM SETAGAYA
Rarasand Setagaya Café
Quando saímos do templo, já passava das 13h00 e fomos caminhar um pouco para ver o modo de vida dos japoneses.
Era domingo e a rua ao lado da linha do bonde estava fechada para carros.
Encontramos um café super fofo que vende uma espécie de bolo recheado em forma de Manekineko.
A produção é ininterrupta e sempre tem alguém chegando no balcão do Rarasand para comprar um bolinho.
A massa é bem levinha e neutra e os recheios podem ser doces (creme inglês, chocolate, framboesa, doce de feijão e caramelo) e também salgados (presunto com maionese e salada de batata).
Eu escolhi o tradicional custard (creme inglês) e estava uma delícia, ainda quentinho. Com um café no inverno, na mesinha externa, fica uma delícia.
A loja também vende matcha, sorvetes e peças de decoração para casa.
Cada bolinho doce custa 330 (R$12,00).

Bônus: Visita à cidade portuária de Yokohama
Yokohama merece mais do que um passeio de um dia. A segunda maior cidade do Japão – e o maior porto do país – pode passar despercebida a princípio, mas é cheia de atrações que algumas poucas horas não dão conta.
No final da viagem, na volta de Quioto, eu tinha precisamente 24 horas em Tóquio antes de voltar para o Brasil.
Como estava hospedada no hotel do aeroporto de Haneda nessa última noite, fizemos check in na Japan Airlines e despachamos as malas logo de manhã, e então pegamos um trem para passar algumas horas em Yokohama. São apenas 30 minutos de trem do centro de Tóquio ou de Haneda.
A cidade possui um complexo de diversão à beira-mar que é perfeito no caso de um rápido bate e volta.
Yokohama também é a base de saída de navios de cruzeiro que fazem rotas para Okinawa, Coreia, Taiwan, Hong Kong e Singapura.

Red Brick Warehouses – Um grande armazém de tijolos vermelhos foi aberto no porto de Yokohama na era Meiji e serviu como alfândega e controle de fluxo de mercadorias. Hoje abriga lojas, restaurantes, eventos, mercados, concertos, exposições e muito mais. Quando fomos, estava acontecendo uma feira de comidas típicas e um festival de saquê em uma grande tenda na área externa. Uma pista de patinação no gelo também foi montada no local. O Red Brick tem uma bonita vista para a Baía de Tóquio e para a Ponte da Baía de Yokohama.
Parque Yamashita – um parque público à beira mar construído após o terremoto de 1923. Boa opção para fazer piquenique em seu jardins verdes, que ficam muito floridos na primavera. No inverno também recebe uma pista de patinação, barracas de comida e bebida e ainda show de fogos de artifício aos sábados à noite.
Yokohama Cosmoworld – a roda gigante que caracteriza a skyline de Yokohama faz parte desse parque de diversões no coração da cidade. A atração possui 60 gôngolas que carregam até 480 pessoas e foi construida em 1989 para a Yokohama Expo. Até 1992 foi a mais alta roda gigante do mundo, com 112,50 metros de altura e 100 metros de diâmetro. O parque é dividido em três zonas, sendo com brinquedos infantis, uma com atrações retrô e a última com brinquedos mais radicais. Atenção pois o parque fica fechado todas as quintas para manutenção.

Museu do Cup Noodles – o museu fica a poucos passos do Cosmoworld e do Red Brick, e além de contar a história dos famosos noodles, ainda tem parque infantil e fábrica para você criar o seu próprio macarrão instantâneo. Fomos em janeiro e o museu estava fechado para reforma durante o mês todo. Consta que reabriu com novas atrações para os visitantes!
Teleférico de Yokohama – O teleférico liga a região de Shinko (onde ficam todas as atrações anteriores) à estação de trem de Sakuragichō. É um bonito passeio de 5minutos, no qual as gôndolas sobem a 40 metros, com vista para Minato Mirai, o “porto do fututo”, onde estão construídos hotéis, shoppings e edifícios modernos de escritórios. Fizemos o passeio ao pôr-do-sol e foi muito agradável. Custa ¥1.000 para adultos e ¥500 para crianças de 3 a 11 anos.
Chinatown – A Chinatown de Yokohama é a maior do Japão. Estabeleceu-se quando o porto foi aberto para negócios com o exterior em 1859, atraindo comerciantes chineses que construíram aqui a sua própria comunidade.Hoje a Chinatown possui mais lojas e restaurantes do que residências. São mais de 600 estabelecimentos em apenas 2.500 metros quadrados, com destaque para os restaurantes de comidas típicas. Entre janeiro e fevereiro, a Chinatown de Yokohama fica lotada de turistas para o ano novo chinês.

Outras sugestões de passeios para um roteiro de mais de 7 dias em Tóquio
E se eu tiver um roteiro de mais de 7 dias em Tóquio? E se eu quiser alterar os tipos de atrações? Dá uma olhada nessas sugestões que eu deixei para uma próxima visita!
Akihabara
O paraíso dos geeks e otakus, Akihabara é o distrito de eletrônicos e cultura pop por excelência. Aqui, você encontra lojas de anime, mangá e uma infinidade de itens voltados para os fãs de tecnologia, além de cafés temáticos e uma atmosfera vibrante com seus letreiros luminosos. Uma boa combinação com a visita a Asakusa e Senjo-ji.
Ueno
Ueno é um dos bairros mais tradicionais de Tóquio, conhecido por seu grande parque e o famoso Zoológico de Ueno. No parque, você pode visitar uma série de museus, incluindo o Museu Nacional de Tóquio, além de passeios tranquilos ao redor dos lagos e jardins. Também é uma ótima combinação com Asakusa e Senso-ji.

Parques Disney
Os parques da Disney em Tóquio incluem o Tokyo Disneyland e o Tokyo DisneySea, ambos com a magia e os encantos típicos dos parques temáticos Disney. O DisneySea é o único parque da Disney com essa temática no mundo! Prepare-se para imensas – porém organizadas – filas. Em alta temporada os japoneses chegam às 6h00 para garantir um lugar na fila de entrada. Fortemente recomendado se hospedar em um hotel dentro do complexo nos dias de parque.
Odaiba
Odaiba é uma ilha futurista em Tóquio que combina tecnologia e entretenimento. Com grandes shoppings, museus interativos como o Miraikan, e atrações como a enorme estátua de Gundam, Odaiba oferece um mix de diversão, compras e belas vistas da baía de Tóquio.
TeamLab
TeamLab é um coletivo artístico que cria experiências imersivas e digitais com duas unidades em Tóquio. Os visitantes podem explorar uma série de salas e instalações interativas, onde luzes, sons e projeções digitais se misturam, criando um ambiente onírico. O TeamLab Planets pode ser visitado no mesmo dia do Mercado do Peixe e o TeamLab Borderless no mesmo dia da Torre de Tóquio.

Palácio Imperial
Localizado no coração de Tóquio, o Palácio é a residência oficial da família imperial japonesa. Seus vastos jardins oferecem uma visão tranquila da cidade, enquanto a construção em si é um exemplo impressionante da arquitetura tradicional japonesa. O palácio não está aberto ao público, exceto em duas ocasiões: no dia 2 de janeiro e no dia do aniversário do Imperador. Pode ser combinado com um passeio em Ginza.
Torre de Tóquio e Roppongi Hills
A Torre de Tóquio é um ícone da cidade, oferecendo vistas panorâmicas do topo. Já Roppongi Hills é um complexo multifuncional que mistura arte, entretenimento e compras. Ambos são excelentes locais para explorar a vida urbana de Tóquio. Pode ser combinado com uma noite em Shibuya em seguida.
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