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O que fazer em São Bento do Sapucaí? Dicas para planejar sua viagem.

São Bento do Sapucaí

A cidade mais acolhedora do Brasil” está localizada na Serra da Mantiqueira, no Estado de São Paulo e bem pertinho da divisa com Minas Gerais. Com apenas 11 mil habitantes, parece pequena no tamanho mas a variedade e a quantidade de atrações para todo tipo de viajante é imensa! Neste artigo, leia dicas do que fazer em São Bento do Sapucaí e comece a programar sua viagem para esse município realmente encantador.

Se você é aventureira: trilhas de todos os níveis e esportes ao ar livre são marca registrada de São Bento.

Se é gourmand: queijos, azeites, vinhos, cervejas… muitas opções para comer bem e comprar produtos artesanais.

Se gosta de conforto: há inúmeras pousadas charmosas, com belas vistas das montanhas e chalés confortáveis pelas redondezas.

Piscina com vista para as montanhas - o que fazer em São Bento do Sapucai
Se você quiser só apreciar as montanhas, pode. Se quiser se aventurar nelas, também pode!

Como chegar em São Bento do Sapucaí

De carro: a cidade está a 360km do Rio de Janeiro e 180km de São Paulo. O principal acesso é pela Via Dutra até São José dos Campos, onde você pode acessar a rodovia Monteiro Lobato (SP-050) e subir a serra. Do Rio de Janeiro, a média é de 6 horas de viagem. São Bento fica muito perto de Santo Antônio do Pinhal e de Campos do Jordão e pode ser visitada em um bate e volta dessas cidades.

De ônibus: Saindo do Rio, você pode pegar um ônibus da Viação Sampaio na Rodoviária Novo Rio até Campos do Jordão, e depois usar um ônibus local para a rodoviária de São Bento, que fica bem no centrinho da cidade.

O aeroporto mais próximo da cidade é o de São José dos Campos (SJK), a 84 km de distância. Este aeroporto recebe voos da Gol vindos do Rio de Janeiro em três frequencias semanais.

O que fazer em São Bento do Sapucaí

 Trilhas

A grande atração da cidade de São Bento do Sapucaí é o complexo geológico da Pedra do Baú, que faz parte da Área de Proteção Ambiental da Serra da Mantiqueira. O ponto mais alto da Pedra do Baú tem 1.950 metros e o trio de picos composto por ela, o Bauzinho e a Ana Chata é o destino de trekking mais procurado da Serra da Mantiqueira.

A Pedra do Baú e o Bauzinho são facilmente avistados já do bairro do Paiol Grande. A Ana Chata fica mais à direita.
A Pedra do Baú e o Bauzinho são facilmente avistados já do bairro do Paiol Grande. A Ana Chata fica mais à direita.
Como conhecer cada uma?

Bauzinho: a mais fácil e rápida das trilhas, pode ser feita até pelas pessoas que não têm experiência.

A subida é curta e o aclive é moderado, sendo concluída em menos de 30 minutos. No centro de visitantes, você deve pagar a taxa de R$18,00 para acessar a trilha. Para o Bauzinho não é necessário agendamento. Essa trilha é ideal para quem quer fazer uma curta caminhada, mas ao mesmo tempo ser recompensada com uma vista incrível do vale e da Pedra do Baú. Aberta todos os dias das 9h às 18h.

Dica: ao selecionar o caminho pelo GPS coloque como destino “Portaria MoNa Pedra do Baú”

Ana Chata: apresenta um cenário mais rochoso e a subida pode levar até duas horas para ser concluída.

Tem dificuldade moderada, passando por trechos de mata, escadas metálicas e cavernas. Se quer sensação de aventura, é por aqui mesmo! O agendamento é necessário através deste link. O pico está a 1.670 metros de altitude, com visão panorâmica de Campos do Jordão e de outras montanhas da Serra da Mantiqueira.

Pedra do Baú: a mais desafiadora, exige experiência prévia em escalada.

A trilha da Pedra do Baú também exige agendamento prévio, além de equipamentos de segurança, como mosquetões, cadeirinha de escalada, capacete, entre outros. É uma trilha que exige bastante preparo físico, podendo levar duas horas e meia para concluir a subida, com grande trecho de via ferrata (caminho vertical em rochas através de cabos e grampos de aço, para escalada em local de difícil acesso). O mais aconselhável e contratar uma agência ou guia especializado caso deseje incluir a Pedra do Baú no seu roteiro.

Vista do complexo de montanhas do Baú pelo Bairro do Serrano
O complexo da Pedra do Baú é um dos destinos mais populares de trekking no Brasil
Dicas importantes:

Para subir a Ana Chata e a Pedra do Baú, o melhor acesso é pelo Estacionamento Chico Bento e não pela portaria da MoNa.

É imprescindível apresentar documento de identificação.

Fique ligada na previsão do tempo, pois a área é de instabilidade e no pico o clima pode mudar bruscamente.

Drones no local só são permitidos com autorização prévia.

Cachoeiras

Depois de se aventurar nas trilhas, nada melhor do que uma cachoeira geladinha para reenergizar o corpo e refrescar a mente.

Bem próximo ao acesso para o complexo do Baú, ficam as 3 cachoeiras mais famosas de São Bento do Sapucaí.

Cachoeira dos Amores: acesso facílimo e estrutura completa. Fica em uma propriedade privada com cobrança de ingresso (R$33,00 por pessoa). Tem estacionamento espaçoso, vestiários e um barzinho bem gostoso com chopp artesanal da região. O local é limpíssimo. Você pode levar seus lanches e bebidas, só fique atenta ao seu lixo – há muitas lixeiras espalhadas na entrada e no caminho da cachoeira. Logo na chegada há uma prainha, e se você subir um pouco mais chega aos poços da queda d´água principal. Mais para o alto, há um lageado de rochas com mais piscinas para banho. É proibido fazer churrasco no local.

QUEDA DÁ GUA DA CACHOEIRA DOS AMORES EM SÃO BENTO DO SAPUCAÍ, COM PEDRAS, POÇO PARA BANHO E VEGETAÇÃO NATIVA
Apesar de ser a mais frequentada de São Bento, a Cachoeira dos Amores não estava lotada em pleno feriado.

Cachoeira do Encontro: esta cachoeira é gratuita, porém a entrada dela pode passar um pouco despercebida. Subindo na direção do Baú, assim que entrar na Estrada da Ana Chata, você verá uma pequena porteira na bifurcação. Esta é a entrada da trilha, fácil e de aproximadamente 15 minutos, passando por uma propriedade privada e sempre margeando o rio. Um pouco antes da entrada da trilha, você verá um estacionamento improvisado na estrada. Apenas o final da trilha tem uma descida ígreme, entre raízes e troncos. Ao chegar, você vai encontrar uma formação curiosa – o encontro de duas cachoeiras. Os poços não são muito bons para banho, pois o fundo tem muitas pedras. Então, o melhor é se jogar sob as águas das quedas e receber a energia da cachoeira geladinha!

Cachoeira do Toldi: esta é a maior queda d´água da região com 70 metros de altura. Atualmente a cachoeira só pode ser admirada através de um mirante na estrada. A trilha está fechada pois a cachoeira foi considerada perigosa para visitação por conta de pedras escorregadias e risco de tromba d´água.

Cachoeira do Tobogã: mais afastada do centro, vale a pena se estiver fazendo algum passeio na região do Bairro Serrano. É pequena, com um poço raso para banho, ideal para quem está com crianças. Fica dentro de uma propriedade privada, porém a entrada é gratuita. É necessário prestar atenção nas placas, pois a sinzalização da cachoeira não é muito boa.

Queda dá gua da cachoeira do encontro e indicação da entrada da trilha para a cachoeira - o que fazer em São Bento do Sapucaí
A porteira para a entrada da Cachoeira do Encontro fica bem na curva da estrada, fique atenta para não perder.

Centro Histórico e Cultura

O centrinho de São Bento é bem compacto e vale um passeio no final da tarde, antes do jantar. O ponto principal que chama a atenção é a Igreja Matriz de São Bento. A arquitetura simples e charmosa combina com o clima de interior, e a praça ao redor é ponto de encontro de moradores e visitantes, com várias casinhas coloridas e floridas.

Ao lado da igreja, está a Ladeira dos Pirilampos, um caminho artístico que liga a igreja à parte baixa da cidade. Adornada com arcos de mosaicos, feitos pelo artista plástico Angelo Milani – famoso por suas intervenções na cidade e pelas capelinhas de mosaico espalhadas no caminho para a Pedra do Baú -, a ladeira faz homenagem à escritora local Eugênia Sereno, vencedora do Prêmio Jabuti em 1966, com o livro Pássaro da Escuridão. É muito interessante ver a arte de mosaicos se misturando a trechos de poesia inspiradas na obra de Eugênia.

A fachada azul clara da igreja matriz de São Bento do Sapucai com o por do sol atras.
A igreja matriz costuma ficar aberta até as 17h.

Para quem procura uma imersão cultural, o centro da cidade também possui museus e ateliers de arte que valem a pena a visita.

Museu do Zé Pereira: localizado no Mercado Municipal de São Bento do Sapucaí, o museu celebra os bonecos gigantes centenários tradicionais do Carnaval local. O primeiro museu municipal da cidade foi inaugurado em janeiro de 2020, e expõe personagens icônicos como Zé Pereira, Maria Pereira, Mariinha e Kiko, preservando a história dessa rica manifestação cultural. No Carnaval, o bloco do Zé Pereira sai diariamente pelas ruas da cidade atraindo os foliões da região.

Horário de funcionamento: Segunda a Sexta das 8h às 17h e aos Sábados, Domingos e Feriados das 9h às 17h. Entrada gratuita

Centro Cultural Professor Miguel Reale: é um dos principais espaços dedicados à preservação da memória e da produção artística local. O prédio histórico abriga exposições temporárias, eventos culturais, oficinas e atividades educativas que valorizam artistas da região. O nome do centro homenageia o  jurista e filósofo brasileiro, que tinha forte ligação com a cidade.

Horário de funcionamento: Quinta a Sábado das 10h às 17h e aos Domingos das 10h às 14h. Entrada gratuita

à esquerda os arcos de mosaicos coloridos da ladeira dos pirilampos. à direita a cruz de cimento do mirante do Cruzeiro.
A arte de mosaicos está presente em toda a cidade, seja em pontos turísticos, muros das escolas e altares de capelas.

No alto de uma ladeira, a 700 metros da igreja matriz (3 minutos de carro ou 20 a pé), está o Mirante do Cruzeiro – local de fácil acesso para uma vista panorâmica da cidade e das montanhas da Mantiqueira. Apesar de não ser possível avistar a Pedra do Baú, ainda é um bom ponto para fotos. Diz a história que um frei subiu o morro em procissão e ergueu uma cruz de madeira no local para proteger a cidade de tempestades. Hoje, no mesmo ponto há uma cruz de cimento e no chão uma rosa dos ventos em mosaico. 

Vista panorâmica da cidade e das montanhas da mantiqueira a partir do Mirante do Cruzeiro
O Mirante do Cruzeiro proporciona uma linda vista de São Bento sem precisar se deslocar muito.

Passeios gastronômicos

Uma dica incrível de passeios para fazer em São Bento do Sapucaí são as experiências gastronômicas em vinícolas e olivais. Eu escolhi fazer o da Oliq Azeites e me surpreendeu.

Oliq Azeites

Não se assuste com a estrada que parece que não leva a lugar nenhum. Escondida na zona rural, a Oliq possui mais de 13 mil pés produtivos de oliveiras de 5 tipos diferentes, o que resulta na produção de maravilhosos azeites blend e varietais.

A propriedade é belíssima e a arquitetura se mistura de forma perfeita com a natureza – são vários jardins integrados à construção. O terreno, localizado acima dos mil metros de altitute, é o ideal para a cultura da azeitona. As primeiras mudas foram platadas em 2003, e em 2014 a marca já estava consolidada na olivicultura da Serra da Mantiqueira.

o que fazer em são bento do sapucai - visita à Oliq Azeites - restaurante e olival
A construção é muito bem planejada e integrada à natureza na Oliq Azeites.

Agendei o tour em grupo com degustação para as 14h. Após uma rápida explicação sobre o plantio, colheita e um tempo para fotos nos olivais, passamos para o lagar (local onde o azeite é produzido) e vimos todas as etapas do maquinário importado da Itália, desde a separação de frutos e folhas até onde o produto é engarrafado e rotulado.

Na sala de degustação provamos tanto os azeites puros, como os saborizados com limão, manjericão, pimenta biquinho… Além dos tradicionais pãezinhos, também harmonizamos os azeites com frutas, queijos e bolo de chocolate! Pode provar sem medo porque vale a pena!

O tour com degustação custa R$ 94,00 por pessoa e deve ser agendado com antecedência neste link.

Interação com as plantas nos olivais e explicações sobre o processo da colheita no tour da Oliq Azeites em São Bento do Sapucaí
Nosso guia na Oliq foi o Tauã, que nos fez aprender bastante sobre a cultura do azeite.

Após o tour, hora de conhecer o restaurante! Importante reservar também porque está sempre lotado em finais de semana e feriados. Caso você não reserve, pode deixar o nome na lista de espera quando chegar para o tour e no final ver se houve alguma desistência. O cardápio é um mix da culinária caipira com influências mediterrâneas.

O serviço funciona com menu de 3 etapas. Uma entrada, prato principal e sobremesa. Além disso, pedi também um tira gosto para começar: um pastel de fubá recheado de linguiça e erva doce. Pensa num “trem” bom! A geleia de pimenta (produzida na casa) dá o toque especial.

A entrada pode ser escolhida entre gaspacho e salada. Como não sou muito fã de sopa fria, fiquei com a salada de folhas com granola salgada, também de produção da Oliq. É claro, regada com muito azeite.

Sala de desgutação de azeites com os pratos montados com frutas, bolos, queijos e vegetais
A sala de degustação montada para receber o grupo. Frutas, queijos e até bolo de chocolate são harmonizados com azeite!

O prato de bacalhau com mil folhas de batata e mousseline de alho poró estava divino. Aquele lombo de bacalhau que desfia… muito saboroso. Fora a apresentação dos pratos que é super caprichada! De sobremesa, uma torta de chocolate muito cremosa, de sabor intenso, com coulis de frutas vermelhas e sorvete. O valor por pessoa no restaurante gira em torno de R$300,00. Pode aumentar se pedir uma garrafa de vinho.

E, antes de ir embora, a lojinha é parada obrigatória para levar os azeites da Oliq para casa. Mas não é só azeite! Também encontramos por lá cosméticos feitos de óleo de oliva, como sabonetes, hidratantes, lip balm e gel pós barba, além de chocolates, geléias, granolas e velas aromatiazadas.

Oliq é aquele programa para uma tarde toda e recomendo demais a visita.

sobremesa de chocolate com sorvetes e frutas vermelhas. à direita vista do restaurante da Oliq
Depois de comer tantas delícias, a gente passa na lojinha enão sai de mãos abanando.
Outras opções excelentes para você reservar

Vinícola Villa Santa Maria – Localizada no Vale do Baú, a propriedade nasceu do projeto da família Carbonari, que iniciou o cultivo das primeiras videiras na região em 2004, aproveitando a altitude e as condições ideais da Mantiqueira para a produção de vinhos de qualidade. Hoje, a vinícola produz os rótulos Brandina, premiados em concursos nacionais e internacionais, consolidando a região como um novo polo de vinhos do estado de São Paulo.

Além de vinícola, o espaço funciona como um complexo turístico, onde os visitantes podem participar de tours guiados pelos vinhedos, conhecer a cave onde os vinhos são maturados e finalizar a experiência com degustações, piqueniques ou experiências enogastronômicas de três ou cinco etapas.

Entre Vilas – é um dos restaurantes mais interessantes de São Bento do Sapucaí para quem busca uma experiência gastronômica autoral em meio à natureza da Mantiqueira. O espaço funciona somente com reservas e recebe visitantes principalmente de sexta a domingo, oferecendo uma experiência que combina cozinha contemporânea, ingredientes locais e um ritmo mais contemplativo de refeição, no estilo slow food.

Um dos diferenciais do Entre Vilas é que o restaurante possui também uma pequena produção de vinhos próprios, elaborados de forma artesanal e sem adição de sulfitos. Os rótulos são pensados para harmonizar com os pratos do menu e refletem a busca por uma viticultura experimental na Serra da Mantiqueira. Em meio aos jardins e à paisagem rural da região, o restaurante se tornou um destino gastronômico cuja proposta é almoçar sem pressa, com cada refeição de 6 etapas podendo durar até 4 horas.

Compras

A Serra da Mantiqueira é um reduto de produtores locais, onde você vai encontrar uma variedade enorme de peças de artesanato e comidinhas para trazer para casa ou dar de presente. Veja quais foram os meus preferidos em São Bento do Sapucaí:

Cervejas artesanais – a Bauzera é parada obrigatória para quem é um bom cervejeiro. No Bairro Serrano, e com um beer garden delícia aberto aos sábados e feriados, lá você pode comprar ou degustar as cervejas direto na fábrica. A Bauzera é feita com a água captada nas nascentes próximas à Pedra do Baú, e que depois descem a serra para formar os rios Sapucaí e Sapucaí-Mirim. Quer experimentar cervejas com notas de limão, tangerina, hibisco e até caramelo? Então vem pra cá. O proprietário, Eliseu, é montanhista e mestre-cervejeiro e na loja da Bauzera você também vai encontrar material de trekking e montanhismo e uma decoração super temática de esportes de montanha.

Queijos – nessa seara, é para perder a linha nas compras mesmo! O empório Caminhos dos Queijos tem uma gama imensa de queijos (inclusive para degustar) e outros produtos artesanais como doce de leite, pimentas, geleias… é para sair realmente com a sacola recheada. Eu comprei o queijo Borbinha de Pindamonhangaba (de mofo branco, suave), o queijo do Mauro e o Limeira (ambos Canastras deliciosos).

Na área rural, perto do azeite Oliq, a Fazenda Soares é uma opção para comprar direto do produtor. A fazenda tem um empório que funciona das 10h às 18h e está aberta para tour guiado com degustação na parte da manhã. O requeijão de corte é muito gostoso e eu comprei também um queijo meia cura premiado com a medalha de Prata no concurso de queijos do Sudeste de 2025. O destaque da fazenda é o doce de leite que conquistou o terceiro lugar no Mundial do Queijo de 2024: irresistível!

Recomendo uma visita ao empório Caminhos dos Queijos e à Fazenda Soares.

Cerâmicas – escondido dentro da Pousada do Quilombo, com uma vista linda do vale, no atelier de cerâmica Ligia Vignon você encontra peças autorais, produzidas em pequena escala e de muito bom gosto. Os pratinhos das montanhas de Mantiqueira fazem sucesso (garanti o meu) e você também pode escilher entre canecas, pratos, vasos, copinhos, mantegueiras e muitos outros utensílios. Durante a semana a Ligia dá aulas de cerâmica no atelier.

Peças autorais e exclsuivas da Cerâmica Ligia Vignon em São Bento do Sapucaí.

Restaurantes

Aqui vou indicar dois restaurantes que gostei muito de conhecer durante a estadia em São Bento do Sapucaí. Além do restaurante maravilhoso da Oliq que mencionei anteriormente.

Bem no centrinho, ao lado da praça principal, está o Unikko da Mantiqueira. Um bistrô charmosinho em uma casa de época, com uma excelente carta de vinhos da região. No cardápio há pratos de truta, carnes, massas e risotos, todos por um valor único de R$90,00/cada.

restaurante unikko da mantiqueira fachada e interior - o que fazer em São Bento do Sapucaí
Ambiente simples mas aconchegante do restaurante Unikko da Mantiqueira.

“Cada prato conta a história de um pedaço da Mantiqueira”, com ingredientes locais e um atendimento super acolhedor. Encontrei o Unikko por acaso passeando à noite pelo centro e foi uma ótima escolha para o jantar no dia da chegada.

Escolhi de entrada um trio de bruschetas que estava excelente com o azeite Verolí (também produto da Mantiqueira) e como prato principal, a Truta do Vale (com creme de gorgonzola da Mantiqueira e pinhão). O acompanhamento foi um nhoque de ervas de sabor suave e surpreendente.

Não é necessário reserva antecipada.

bruscheta de presunto de parma e trura com pinhão no restaurante unikko
A bruschetta de parma e a truta com pinhão e gorgonzola foram boas escolhas no cardápio.

Já a outra indicação é na zona rural do município de Gonçalves, já em Minas Gerais. A divisa entre os estados fica a 9km do centro de São Bento.

O restaurante Terras de Monã é mais do que apenas um restaurante. É um estabelecimento que valoriza a agroculinária, em especial a criação de suínos e a charcutaria, além de também ser produtor de azeite e cachaça.

Tudo o que é cultivado e produzido na propriedade você pode experimentar no restaurante, uma casa linda, com uma varanda fresca e agradável no melhor estilo “no meio do nada”. Tem gato, tem cachorro, tem galinhas… tudo o que a gente gosta.

fazenda de oliveiras com casa e restaurante no Terras de Monã em Gonçalvez MG
O Terras de Monã já conquista com o bonito ambiente de fazenda.

Experimentei uma das estrelas do cardápio que é o varal de embutidos (R$98,00). O melhor da charcutaria do dia vem em uma tábua, acompanhada de queijo da Mantiqueira e jiló frito. Os cortes apresentados foram o filezinho suíno defumado, a copa e a copa lombo (sensacional, nunca comi uma tão boa). Como prato principal, fomos de comida mineira com carne na lata, tutu, couve crocante e farofa de alho com bacon. Este prato serve duas pessoas e custa R$165,00. Destaque para o vinagrete de pimenta biquinho que realçou demais o sabor do tutu.

É aconselhável fazer reserva, apesar de termos ido sem (apenas liguei para confirmar se haveria disponibilidade). O Terras de Monã funciona somente para almoço.

Comida mineira e charcutaria são o forte do Terras de Monã.

Eu gostaria de ter provado também as pizzas da Pizzaria Fiore, em uma casinha colorida e fofa no centro da cidade. Dizem que as pizzas são muito saborosas, feitas com ingredientes da região. Está sempre cheia!! Abre somente para jantar às 18h30 – aconselho chegar bem nesse horário para conseguir lugar.

Bem ao ladinho da pizzaria, vale experimentar os sorvetes Itabaú na Gelatos da Serra. É uma marca de sorvetes e picolés local, feitos apenas com ingredientes naturais e livre de corantes. Os meus favoritos são os picolés de amora preta e de coco (com pedacinhos, uma delícia).

Eu já tinha provado esses picolés em Campos do Jordão. Agora fui na fonte!

Onde se hospedar em São Bento do Sapucaí

As regiões onde você vai encontrar variedade de hospedagens na cidade são:

Paiol Grande: é uma região estratégica para quem quer fácil acesso tanto ao centrinho de São Bento do Sapucaí quanto às atrações naturais. A área mistura pousadas com boa infraestrutura e propriedades rurais com belas vistas. Ideal para quem viaja com crianças, pela proximidade com o centro e poucas estradas de terra.

Quilombo: uma das mais procuradas por quem quer contato direto com a natureza. Fica próxima de trilhas e cachoeiras e é ideal para os viajantes que querem passar o dia em atividades pela região. Possui hospedagens com bom custo-benefício.

Bairro Serrano: mais afastado do centro, é cercado pela natureza, com visual da Pedra do Baú. É uma região de estradas de terra e pousadas charmosas, muitas com proposta mais romântica ou intimista.

psicina de borda infinita com deck e mesinhas da pousada Aldeia Manacás.
Os proprietários da Aldeia Manacás escolheram esse terreno a dedo. Que visual!

Escolhi a Pousada Aldeia Manacás, no Bairro Serrano. A pousada tem administração familiar e é muito bem cuidada, em um terreno com vista privilegiada para o vale e para a Pedra do Baú.

São 10 chalés e 15 apartamentos. Meu chalé era muito confortável e amplo (47m²), com cama king size, lareira, TV, frigobar, cofre e uma mesinha para refeições. Ainda tinha uma varanda agradável com um ofurô para relaxar após um dia de passeios.

A piscina de borda infinita é deliciosa. A pousada não possui restaurante, mas serve café da manhã já incluído na diária. Na área de lazer, além da piscina, há sauna, jardins e mirantes. Conheça melhor a pousada Aldeia Manacás neste link.

Clique no mapa abaixo para pesquisar sua opção de hospedagem e São Bento do Sapucaí.

Dicas práticas

  • A cidade é muito limpa e organizada. O centrinho pode ficar bastante cheio em época de feriados (fomos no Carnaval) e conseguir vaga para estacionar pode ser complicado em períodos festivos.
  • Muitas atrações ficam em lugares afastados e em estradas de terra. Viajar com um carro mais alto é a melhor opção. Carros de passeio com fundo muito baixo podem ter problemas.
  • Dito isso, como muitos passeios são em zonas rurais, não há sinal de celular. Coloque seu trajeto no aplicativo de GPS antes de sair da pousada, enquanto estiver no wifi.
  • São Bento do Sapucaí tem dois postos de gasolina, um na entrada e outro já no caminho para a Pedra do Baú. Programe seu abastecimento.

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