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Roteiro de 6 dias em Cusco: viajando pelo vale sagrado dos incas

Planeje sua viagem para Cusco

Aproveitei o feriadão da Semana Santa este ano para fazer um roteiro de 6 dias em Cusco e Vale Sagrado.

Há muito tempo eu queria conhecer o Peru e, pela proximidade com o Brasil – até Lima são quase seis horas de voo – é um destino perfeito para essas pequenas escapadas.

Lógico que é um período curto e não dá para conhecer tudo (ainda fiquei com vontade de ir a tantos lugares…), mas para uma primeira visita eu achei que foi bem satisfatório.

Leia nesse post sobre os lugares que visitei e dicas úteis para a sua estadia em Cusco e arredores.

Perfil da viagem

Esse foi um roteiro especial, de comemoração de aniversário.

Minhas prioridades foram investir em bons hotéis e não fazer nada na correria.

O fato de estar com criança (que ela não quer mais que chame de criança) também restringiu a gama de passeios de aventura mais pesados.

fachada do aeroporto de cusco e avião a321 da Latam Airlines
O aeroporto de Cusco é simples mas movimentado. A Latam é a melhor opção para vir desde o Brasil.

Como chegar em Cusco

A melhor forma é comprando passagem pela Latam. Você encontra inclusive ótimas oportunidades com milhas do programa LatamPass.

Existe um voo diário direto para Lima saindo do Rio e também de Brasília, enquanto em São Paulo a frequência é de quatro voos todos os dias.

A SKY Airline também opera para Lima saindo de Guarulhos diariamente.

De Lima para Cusco são mais de 20 voos diários operados pela Latam e pelas low cost SKY e JetSmart.

Para entrar no Peru os brasileiros não enfrentam burocracia. Você precisa apenas do passaporte válido por pelo menos 6 meses da data de saída do país ou RG emitido pela Secretaria de Segurança Pública em bom estado.

COMPARE PREÇOS E ESCOLHA AS MELHORES PASSAGENS AÉREAS NESTE LINK.

DICA: Não compre voos com conexões para Cusco muito apertadas – menos de 3 horas. Dependendo da época do ano, você pode pegar uma hora de fila só para passar pela Imigração. Chegando de um voo internacional para um voo doméstico, também é necessário retirar as bagagens, passar pela Alfândega e fazer o redespacho!

Quando ir a Cusco

O clima na região de Cusco e do Vale Sagrado é marcado por duas estações bem definidas: a seca e a chuvosa.

A temporada de chuvas acontece principalmente entre os meses de novembro e março, quando as pancadas são mais frequentes, especialmente à tarde. Apesar das paisagens ficarem exuberantes nessa época, as trilhas podem se tornar mais desafiadoras e o acesso a alguns pontos turísticos pode ser mais difícil, o que é importante considerar no planejamento da viagem.

Já entre abril e outubro, o clima é mais seco, com dias ensolarados, céu limpo e noites frias, sendo considerado o período ideal para visitar a região.

Círculos concêntricos de Moray no Peru
Em abril já começa a estação seca, mas ainda não é altíssima temporada.

Os meses de maio a setembro, em especial, oferecem temperaturas mais agradáveis durante o dia, variando entre 18°C e 22°C, perfeitas para explorar as ruínas incas e caminhar pelas trilhas do Vale Sagrado. Por outro lado, as manhãs e noites podem ser bastante frias, especialmente em Cusco, onde as temperaturas podem cair abaixo de 5°C.

Em meados de abril, nós pegamos a transição entre as estações. O dia começava bastante nublado, com alguma chuva ligeira, e após as 11h00 abria um sol super quente e intenso. É um período para se vestir em camadas, com uma roupa leve por baixo e um casaquinho – de preferência impermeável. À noite, a temperatura cai e para ficar ao ar livre você pode usar um tricô ou uma blusa mais quentinha sob o casaco.

Essa é uma viagem que pede roupas confortáveis e calçados apropriados para andar bastante. Deixe as botas de salto e as calças de alfaiataria em casa!

duas vistas de machu picchu, com chuva e com sol
As roupas em camadas são muito úteis – pode esfriar, chover e fazer sol em questão de minutos

O mal de altitude

Assim que pousamos em Cusco, que está a 3.400 metros de altitude na cordilheira dos Andes, os efeitos do ar rarefeito já foram sentidos.

Ao carregar as malas para sair do aeroporto, já fiquei com um pouco de falta de ar e a cabeça leve, como se estivesse tonta.

O mínimo esforço para subir uma rampa já te deixa muito cansada, o equivalente a subir alguns andares de escada.

Pegamos um transfer privativo no aeroporto de Cusco direto para o nosso hotel no Vale Sagrado. O vale fica mais baixo, a 2.800 metros acima do nível do mar, sendo mais apropriado para a aclimatação.

Os efeitos da altitude se traduzem em distúrbios do sono, tontura, taquicardia, enjôos e dor de cabeça. Caso você sinta essas alterações, há algumas formas simples de mitigar:

  • beba muita água e reduza o consumo de bebidas alcóolicas
  • opte por alimentos leves e frescos e evite carnes gordurosas
  • não faça esforço físico nas primeiras horas da viagem
  • tome chá de coca, um estimulante com efeito parecido ao do café e que ajuda no mal de altitude (mas só tome durante o dia, à noite não é recomendado)
  • uma alternativa é o chá de munha, similar à menta, que tem propriedades benéficas para respiração e digestão. É muito gostoso!
  • compre as Sorojchi Pills, vendidas em qualquer farmácia, e que são compostas por ácido acetilsalicílico (aspirina), cafeína e salofeno

Caso os sintomas persistam por muitos dias, é aconselhável procurar atendimento médico.

plaza de armas de cusco em um dia de sol com pessoas caminhando
De todos os lugares que visitamos no Peru, Cusco foi a cidade mais alta, a 3.400 metros acima do nivel do mar.

Roteiro de 6 dias em Cusco

Dia 1: Aclimatação no hotel

O primeiro dia completo no Peru foi dedicado à aclimatação no próprio hotel, com atividades mais leves e relaxantes.

Fiquei hospedada em Urubamba, a segunda maior cidade da região após Cusco. O hotel escolhido foi o Belmond Rio Sagrado, que tem uma configuração de resort, com muitas áreas verdes para lazer e merece mesmo um dia só para aproveitar toda a sua estrutura.

É um hotel 5 estrelas, com apelo maior para casais, mas também vimos muitas famílias com crianças.

Aproveitamos para ir à piscina aquecida, almoçar no gramado em frente ao rio Urubamba, alimentar as alpacas, caminhar pela propriedade… o ambiente do hotel é uma paz e convida à preguiça mesmo!

Leia aqui no blog um review completo sobre as instalações do Belmond Rio Sagrado.

Uma sugestão para passeio no primeiro dia seria uma visita a Pisac ou Chinchero, a 40 minutos de Urubamba, e você pode ler sobre estes povoados no final deste post.

área externa no hotel de luxo do vale sagrado Belmond Rio Sagrado com gramado verde

Dia 2: Cavalgada e passeio no Vale Sagrado

No segundo dia acordamos cedo para fazer uma cavalgada de duas horas no Vale Sagrado com a Hacienda del Chalán. A sede da Hacienda fica a 15 minutos do hotel e eles organizam um taxi para levar até lá e trazer após o passeio.

Os tours são realizados com cavalos de Paso Peruano, uma raça nacional e protegida por lei, em que os animais apresentam uma marcha macia e elegante, com um formato de pernas e patas que absorvem bem o impacto com o solo.

Começamos às 8h00, cavalgando pelas margens do Rio Urubamba, passando por bosques de eucaliptos, colinas de antigos cemitérios incas e ao longo da linha férrea.

Paramos em algumas partes mais altas para ver as vistas do vale e cruzamos o vilarejo de Yanahuara antes de voltar para o ponto de início. O guia o tempo todo passou informações sobre o Vale Sagrado, mostrou plantas nativas usadas para medicamentos, as flores que atraem os beija-flores (na região há muitos), falou sobre a biodiversidade da lavoura andina, que chegou a produzir 180 tipos de milho e 3000 tipos de batata na época dos incas.

Terminado o passeio, voltamos para o hotel para pegar um tour privado de 6 horas de duração e conhecer as principais atrações do Vale Sagrado. 

Dois cavalos com turistas fazendo passeio no vale sagrado do Peru
Príncipe e Picasso nos levaram no passeio pelo vale. Conseguem identificar a montanha do sapo lá atrás?

Informações gerais Hacienda del Chalán

Endereço: Puente Paucarbamba s/n, Urubamba, Peru

Funcionamento: Segunda a Sábado

Valor: passeio de duas horas USD70 por pessoa + USD30 do táxi de ida e volta. Aceita dólares ou soles peruanos em espécie.

A Hacienda del Chalán também oferece cavalgadas de 4 horas e de dia todo com diferentes graus de dificuldade. Há possibilidade de expedições de 2 a 6 dias para cavaleiros mais experientes.

Reservas online ou pelo Whatsapp +51 984 737 897.

Salineras de Maras

Nossa exploração no coração do Vale Sagrado começou com a visita às Salineras de Maras, a 30 minutos de Urubamba. O transfer entre Cusco e Vale Sagrado e mais esse tour, eu fechei com a agência Viva Brasil Peru e fiquei muito satisfeita com o serviço.

O carro com motorista era muito espaçoso e confortável e o guia, Walter, foi muito amável e tinha amplo conhecimento sobre a história dos pontos turísticos visitados.

Para chegar às Salineras, a 3.300 metros de altitude, cruzamos a estrada em um desfiladeiro bastante sinuoso. O ingresso para esta atração já estava incluso no valor do tour. As salinas pertencem a uma cooperativa de famílias – são cerca de 400 – e atualmente elas produzem mais receita com a visitação turística do que com a venda do sal em si.

vista panorâmica das Salineras de Maras no Peru
As salinas têm um visual incrível! O sal extraído daí é puríssimo!

Há 80 milhões de anos, a cordilheira não existia e toda essa região era um grande mar. Com o choque das placas tectônicas de Nazca e Sul-Americana, formou-se a cadeia montanhosa e a água “escorreu” para encher o Oceano Pacífico. No terreno de Maras, ainda podem ser encontrados pequenos fósseis de conchas e outros animais marinhos que viveram por ali.

O chamado Ouro Branco dos Andes é extraído deste mesmo local desde as civilizações da era pré-inca. Uma fonte de águas vulcânicas a 32 graus alimenta as 3.600 piscinas, e em uma semana de tempo seco já se consegue retirar o sal. Apenas três lugares no mundo produzem sal “de montanha”: o Peru, a Bolívia e o Himalaia. No período inca, o sal tinha um grande valor como moeda de troca e também era usado – junto com a pimenta rosa abundante na região – para o processo de mumificação.

Na saída, várias lojinhas vendem o sal de Maras puro e suas variações, como sal com mix de ervas, sal com ají (apimentado) e sal defumado (este último eu comprei – minha mala ficou toda com cheiro de churrasco na volta!) Também vendem chocolates 70% com sal de Maras muito muito gostosos!

boleto turistico que precisa comprar para entrar nas atrações do peru e os pacotes de sal de maras
O boleto turístico que compramos para entrar em Moray cobre muitas atrações em todo o vale. Ao lado, os saquinhos de Sal dos Incas, de Maras.
Moray

Em seguida, bem pertinho dali, subimos mais alguns metros e chegamos ao sítio arqueológico de Moray.

Para entrar, você precisa comprar o boleto turístico do Peru, vendido somente nas entradas das atrações e com o pagamento apenas em espécie. Você pode optar pelo boleto de um dia que custa 70 soles (USD 20) ou o boleto de 10 dias que custa 130 soles (USD 35). Optei pelo segundo, já que também iria usar em Cusco. 

Moray foi o laboratório inca para desenvolvimento da agricultura. Lembra dos 3000 tipos de batatas? Aqui eles desenvolviam cruzamentos e enxertos entre espécies para ver quais se adaptavam melhor ao clima, e acabaram criando novos tipos de vegetais que só existiam nos Andes.

Os terraços concêntricos de Moray foram abandonados com a chegada dos espanhóis e “descobertos” por exploradores americanos no ano de 1932. O sistema de irrigação, a diferença de temperatura entre os degaus, as diferenças de solo e de padrão de incidência de sol produziam microclimas dentro de cada conjunto circular, criando estufas naturais para o estudo e desenvolvimento agrícola.

fotos dos circulos concentricos dos terraços agricolas de moray e quadriciclos que fazm passeio na região
Você também pode chegar a Moray de quadriciclo – a Viva Brasil Peru organiza esse passeio para seu grupo

A origem de Moray é ainda um mistério e várias teorias surgiram ao longo dos anos: desde o pouso de um OVNI que teria aberto as crateras ou até a queda de um meteorito, que teria sido responsável pela escavação nesse formato. Entretanto, também considera-se que o local seria uma mina aberta por povos antigos e que os incas aproveitaram a forma circular para desenvolver os terraços agrícolas. Eu acredito que a última seja a mais coerente…

Dois dos conjuntos de terraços já estão restaurados e o terceiro ainda apresenta características originais de como foi encontrado. Atualmente não se pode mais caminhar sobre os terraços visando a preservação do monumento.

visto do vale sagardo dos incas, visita em roteiro de 6 dias em Cusco
A descida de Moray para Ollantaytambo passa por essa parte do vale que parece uma pintura
Ollantaytambo

Essa é a cidadezinha mais charmosa do vale. É apelidada de “última cidade inca viva”, justamente pela manutenção das tradições ancestrais transmitidas de geração em geração.

É um típico povoado de interior, com a praça, as ruas de pedra, os canais de drenagem com águas cristalinas … Ollantaytambo só tem uma entrada e uma saída, o que pode ser um teste de paciência no trânsito em dias mais movimentados. O comércio local é muito intenso e colorido, com lojinhas de produtos típicos e um mercado em frente ao sítio arqueológico que rende fotos bonitas. Ollantaytambo funciona como uma ótima base para pegar o trem para Machu Picchu.

Feirinha de artesanato de Ollantaytambo, com muitos tecidos coloridos
A Feirinha de Ollantaytambo é uma graça. O colorido faz tudo ficar mais bonito!

Há muitos restaurantes e a cidade está sempre fervilhando de turistas. Nós almoçamos no restaurante Jallpa, que trabalha com o conceito farm-to-table e utiliza os ingredientes mais frescos e típicos do vale na confecação dos pratos. A apresentação da comida é muito bonita e o menu é variado, priorizando a cozinha tradicional com um toque contemporâneo. Escolhemos a truta andina na brasa com purê de batatas e arroz com choclo e o caldo de gallina – parece com a nossa canja mas leva talharim em vez de arroz. Arroz chaufa, ceviche, lomo saltado e cuy (porquinho da índia) também estão presentes no cardápio.

Após o almoço, hora de enfrentar os 250 degraus do sítio arqueológico e chegar no topo da fortaleza. Ollantaytambo funcionou como centro religioso e base militar estratégica na resistência dos incas à invasão espanhola. Seus terraços não tinham como primeira função a agricultura e sim a contenção da encosta para as construções magníficas que ocupariam o topo.

restaurante Jallpa em Ollantaytambo
O Jallpa tem uma vista linda para as montanhas. Caldo de galinha é um prato típico do povo andino.

Um exemplo é o Templo do Sol, erguido com pedras monolíticas trazidas do outro lado do vale. Blocos de até 80 toneladas eram transportados por um sistema de rampas e estradas para serem finalmente fixados no alto da montanha. Hoje restam apenas 6 blocos, e nosso guia mostrou logo ao lado desse paredão uma outra pedra imensa, já toda talhada para fazer o encaixe perfeito e continuar a construção. Lá de cima, nós temos uma vista linda do vale – que compensa a subida lenta para amenizar os efeitos da altitude e da barriga cheia.

Na encosta oposta à fortaleza, uma curiosa construção chama a atenção. Incrustado na montanha, está um celeiro agrícola para conservação dos alimentos. Os incas estudaram a posição dos ventos e ergueram o celeiro na direção do ar frio que vem dos gaciares das altas montanhas. Uma geladeira natural, não é mesmo?

O sítio de Ollantaytambo é envolto em lendas do amor impossível de uma princesa e um guerreiro e é tão importante quanto Machu Picchu, pela sua relevância histórica e seu estado de conservação.

familia tirando fotos em frente ao sitio arqueologico de ollantaytambo
Os imensos terraços de pedra e 250 degraus nos separam do topo do sítio arqueológico de Ollantaytambo

Informações gerais sobre o Tour

Agência: Viva Brasil Peru

Atendimento em português por Whatsapp +51 941 301 663

A Clésia pode cuidar de todo o seu roteiro pelo Peru, sugerindo itinerário, fazendo transfer e reservando tours guiados.

Pagamento em reais no cartão de crédito, podendo parcelar em até 3 vezes

pessoas tirando fotos na feira de artesanato super colorida de Ollantaytambo
Indicamos guia o Walter, que é gente boa demais!

Dia 3: Machu Picchu

A cerejinha do bolo para quem viaja a Cusco é a visita a Machu Picchu.

Só é possível chegar em Aguas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo) de trem ou pela trilha inca. Nós escolhemos fazer o tour no trem Hiram Bingham saindo da estação exclusiva do hotel Rio Sagrado. Já tem um post dando todos os detalhes do trem aqui.

O visitante geralmente pode sair de Cusco (estação de trem de Poroy) ou de Ollantaytambo. Eu aconselho fazer a segunda opção, porque de Cusco a viagem fica bem mais demorada e o bate e volta torna-se muito cansativo.

Saindo de Ollantaytambo, a viagem de trem dura aproximadamente duas horas. Os trens podem ser operados pela Peru Rail ou pela Inca Rail e há vários níveis de conforto, desde os trens básicos turísticos até os trens de Primeira Classe com vagão restaurante e serviço de bordo gourmet incluído.

Deixamos o hotel no trem das 9h40, e quanto mais perto de Machu Picchu, mais a paisagem se modifica. Ficam para trás as montanhas terrosas e entramos na selva peruana, com encostas verdejantes, floresta úmida e uma névoa com vibe de Brumas de Avalon. O desembarque em Aguas Calientes foi por volta de meio dia e meia, com o tempo bem fechado, e eu já estava prevendo o perrengue chique de chegar na cidadela e só ver nuvens.

terraços agrícolas e construções de machu picchu
O Circuito da Realeza visita as partes mais baixas de Machu Picchu e é o melhor para pessoas com problemas de locomoção.

São 30 minutos de subida em microônibus até a entrada do sítio arqueológico, onde encontramos o nosso guia local para o passeio. E finalmente o sol abriu e vimos céu azul em Machu Picchu!

Os ingressos devem ser comprados com antecedência (quanto antes melhor – tem gente que só marca a passagem de avião depois de garantir o ingresso) e a visitação é divida em circuitos – dá uma olhada nesse post do Instagram para entender.

Os meus bilhetes eram para o Circuito 3 da Realeza. É uma rota pela parte baixa de Machu Picchu que não passa pelo mirante panorâmico da foto clássica, mas mesmo assim ainda tem bonitos ângulos.

Os trajetos são todos delimitados com setas e cordas e você não pode passar do seu circuito para outro. No circuito 3, nós visitamos partes cerimoniais da cidadela, como o Templo do Condor e o Templo do Sol, as residências da nobreza, os celeiros e as zonas agrícolas.

Os terraços agrícolas de Machu Picchu são uma das marcas mais impressionantes da engenharia inca. Construídos para evitar deslizamentos de terra e otimizar o cultivo em terreno montanhoso, esses degraus sustentados por muros de pedra garantiam a produção do milho e da batata, essenciais para a subsistência da população local. Apenas uma parte dos quase cinco hectares de terraços existentes estão restaurados. Muitos continuam cobertos pela mata e se tornaram zona de proteção ambiental, por causa da fauna que acabou se instalando por ali.

terraços agricolas e a montanha Machu Picchu
Machu Picchu é o nome da montanha que está aí no fundo e significa Montanha Velha

Diferente de Ollantaytambo e Sacsayhuaman, as pedras de Machu Picchu têm origem ali mesmo. À medida que iam desbastando a montanha, os construtores já retiravam as pedras para talhar e erguer os monumentos. Construções com pedras lisas e de encaixe perfeito eram destinadas a templos, palácios e casas reais.

Machu Picchu é um passeio de dia todo! Não tenha pressa para explorar uma das Sete Maravilhas do Mundo. Na volta a Aguas Calientes, antes de pegar o trem de retorno, você ainda pode relaxar em um dos bares às margens do rio ou gastar seus soles nas feirinhas de artesanato local.

celeiros de machu picchu e templo do condor em um roteiro de 6 dias em Cusco
Antes da pandemia era permitido entrar nos celeiros de Machu Picchu. À direita, o Templo do Condor que é visitado no Circuito 3.

Dia 4: Transfer para Cusco e centro histórico

Após o café da manhã fizemos check out no hotel do Vale Sagrado e saímos de Urubamba ao meio dia em direção a Cusco.

O trajeto leva cerca de duas horas e novamente contamos com o serviço da Viva Brasil Peru, com muito conforto e pontualidade. Na estrada, vistas da cordilheira com picos nevados, muito verde e flores.

Nos hospedamos em Cusco no JW Marriott El Convento, que é um hotel instalado no edifício de um antigo mosteiro dos freis agostinianos. É comum esse tipo de construção em Cusco ter seu uso adaptado para hotéis nos dias de hoje. Já já sai um review completo dessa hospedagem para você ler por aqui também.

Aproveitamos para curtir a piscina e o spa até o final da tarde, quando fomos ter o primeiro contato com o centro histórico e jantar.

A Plaza de Armas é o coração pulsante da cidade e o hotel que escolhemos fica a praticamente duas quadras de distância. Era um domingo de Páscoa e a rua estava lotada de turistas e locais aproveitando o clima fresco e um céu lindo de fim de tarde.

plaza de armas iluminada em Cusco à noite
A iluminação amarela destaca ainda mais a beleza da Plaza de Armas

No hotel, o concierge nos deu um mapa e falou que todo o centro histórico é muito seguro para se caminhar de dia ou até mesmo à noite. Minha primeira impressão foi realmente de segurança e fiquei impressionada com a limpeza das ruas. O chão da Plaza de Armas parece que foi encerado, de tão limpinho e lustroso.

O entorno da praça é composto por bonitos casarões em estilo colonial espanhol – com um mix de influência inca – e duas belíssimas igrejas barrocas: a Catedral de Cusco e a Igreja da Companhia de Jesus. No centro, uma bela fonte com a estátua dourada do rei Pachacútec, símbolo da resistência inca. Os jardins são muito bem cuidados, com canteiros floridos.

Uma observação: você será constantemente abordada por vendedores e vendedoras de passeios, blusas, óculos, cordões… É só falar que não tem interesse e eles se afastam. Não são insistentes.

detalhes dos casarões da plaza de armas de cusco e da igreja da companhia de jesus
Os casarões da Plaza de Armas abrigam todo tipo de comércio. No Starbucks você pode ficar olhando o movimento do segundo andar.

Nos prédios da Plaza de Armas você encontra lojas diversas de presentes, agências que vendem passeios, restaurantes e redes de fast food como Starbucks, KFC e Mc Donald’s. O Starbucks inclusive é um ótimo lugar para pedir um café e sentar próximo à janela para ver o movimento da praça.

Curiosidade: em vários lugares você verá placas e camisetas escrito “Cusco, o umbigo do mundo”. A palavra Cusco em quéchua significa literalmente “umbigo” e essa importante cidade era nada menos do que o centro de todo o Império Inca, que abarcava geograficamente os países que hoje conhecemos como Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile e parte da Argentina.

Dia 5: Tour arqueológico e Planetário de Cusco

Tour em Cusco

Neste dia acordamos cedo e fomos para a Plaza encontrar o grupo do passeio de quatro horas e meia pelos principais sítios arqueológicos que existem ao redor de Cusco. São mais de 360 próximos à cidade, porém muitos deles  acessíveis apenas por trilha ou a cavalo.

O passeio contratado pela plataforma Get Your Guide começou pouco depois das 9h00. O grupo de aproximadamente 15 pessoas foi direcionado para a van com o guia Luís, que falava inglês e espanhol.

Havia viajantes da América do Sul, norte-americanos, poloneses e japoneses, então todas as informações e explicações eram feitas nas duas línguas.

pessoas reunidas para um tour na plaza de armas de Cusco e mulher brincando com um cachorro
Enquanto o guia fazia a reunião dos participantes do tour, eu ainda consegui fazer amizade com um “perrito”

O cronograma do tour consistia em 5 paradas, começando por Tambomachay, a cinco quilômetros do centro de Cusco. Todos os sítios arqueológicos que visitamos estavam inclusos no boleto turístico que adquiri lá em Moray. Ainda poderia visitar museus e outros monumentos com o boleto se tivesse mais tempo disponível (ele compreende um total de 16 atrações).

Tambomachay

Tambomachay é conhecido como o Templo da Água devido às suas fontes e aquedutos de pedra que canalizam água cristalina até hoje. Acredita-se que o local tenha tido uma função cerimonial ligada ao culto à água e à Pachamama (que literalmente significa Mãe Terra). Com uma engenharia hidráulica sofisticada, o local também não foi escolhido por acaso. Existe uma pedra magnética no alto da construção que era usada nos rituais para canalizar a energia. Durante os ritos cerimoniais, múmias de pessoas importantes eram trazidas de Cusco e colocadas nos nichos de pedra do monumento.

Puka Pukara

A próxima parada foi Puka Pukara, um conjunto arqueológico de caráter militar que servia como ponto de controle e defesa na entrada do Vale Sagrado. Era utilizada como cidade dormitório para os mensageiro do Império, que circulavam por toda a cordilheira. A cada 40 km havia uma cidade como essa, de onde saíam trilhas incas em todas as direções. De Puka Pukara saem quatro grandes trilhas, sendo que uma dela chega até o Brasil! Dizem que os mensageiros viajavam sem alimento e sem água, somente portando em uma pequena bolsa as folhas de coca que proviam hidratação, nutrição e energia.

Tambomachay e Puka Pukara em Cusco
O sistema hidráulico de Tambomachay funciona até hoje. Puka Pukara fica no alto e tem uma vista linda!
Qenqo

Em Qenqo descobrimos um lugar enigmático que servia como centro cerimonial, de medicina e de mumificação. Seu nome significa “labirinto” ou “zigue-zague”, referência às galerias e canais sinuosos esculpidos na rocha. Acredita-se que os incas realizavam cirurgias cranianas e outros tipos de tratamento em uma câmara de pedra coberta de prata, onde uma rocha monolítica servia de leito para as operações e também para a realização de mumificações.

Sacsayhuaman

Sacsayhuaman é uma das obras-primas da engenharia inca, famosa por suas enormes muralhas construídas com blocos de pedra que chegam a pesar mais de 100 toneladas e encaixados com uma precisão impressionante, sem o uso de argamassa. No alto de uma colina, é um complexo de 30 milhões de metros quadrados. Funcionou como centro de estudos atronômicos e possuía uma estrutura de pedra em forma de coliseu onde aconteciam cerimônias, espetáculos e que à noite servia para a observação de estrelas. Recentemente foi constatado que a forma das muralhas de pedra refletem o alinhamento dos planetas e estrelas da Via Láctea, reforçando mais ainda a ligação desse local com o Cosmos.

A muralha de pedra de Sacsayhuaman
A escala da muralha é impressionante. Agora imagine que ela poderia chegar a 30 metros de altura na era inca.

A última parada não tem nada a ver com arqueologia. Fomos conhecer um pólo de artesãos que trabalham com lã de alpaca.

Na sede dos Productores de Texitilería Huayllarccocha, tivemos uma breve explicação sobre os tipos de lã usados para confecção de roupas e objetos decorativos.

A lã mais valorizada é a da vicunha, um camelídeo selvagem dos Andes, proibido de ser criado em cativeiro. É uma lã rara porque somente em uma época do ano é permitido “capturar” esses animais para tosquiar a lã e em seguida devolvê-los à natureza. Se você encontrar uma peça de vicunha à venda, prepare-se para pagar alguns milhares de dólares!!!

A lã nobre mais utilizada para roupas é a baby alpaca – a primeira lã tosquiada da alpaca quando ela tem mais ou menos 1 ou 2 anos. A segunda lã ainda serve para fazer peças de roupa finas. Já da terceira em diante, somente para peças de decoração. A vantagem da lã de baby alpaca é a adaptação térmica de suas fibras. Quando está calor, as fibras se abrem para deixar o tecido “mais fresco”, quando está frio, as fibras se fecham para aquecer.

O que eu achei mais legal foi aprender a identificar baby alpaca verdadeira e fake (com poliéster). A maioria das peças vendidas no centro de Cusco tem poliéster na sua composição, o que deixa a roupa propensa a formar bolinhas e não tem a função de regular temperatura.

Claro que teve uma comprinha. Eu já queria um poncho peruano e escolhi um de baby alpaca que vai durar muitos anos!

produção de lã de alpaca numa cooperativa de artesãos
O que eu acho mais lindo são as cores andinas e, claro, as lhamas e alpacas

Informações gerais do Tour Arqueológico

Excursão de meio dia em Cusco

Ponto de encontro: chafariz da Plaza de Armas às 8h50

Frequência: Diária

Valor: USD 15 por pessoa

O que levar? Dinheiro, capa de chuva, protetor solar, papel higiênico, garrafa de água, boné e documento (passaporte).

Reserve o seu passeio neste link

Planetário de Cusco

No final da tarde, hora de voltar para o centro na Plaza Regocijo e encontrar o grupo do tour do Planetário de Cusco.

O Planetário foi inaugurado em 2015 na zona do sítio de Sacsayhuaman. É uma instalação modesta e familiar, dentro de uma área de preservação de floresta, o que proporciona um céu mais escuro à noite do que na zona da cidade. O trajeto de ida no microônibus é de apenas 10 minutos e as sessões começam às 18h00, com a opção de inglês ou espanhol.

Chegando lá, fomos recepcionados pelos guias do planetário na primeira sala, onde é feita a apresentação sobre história e cultura inca e a relação do povo andino com os corpos celestes. Através da observação do céu e da Willka mayu (a Via Láctea), os incas determinavam suas ações agrícolas, como melhor a época para plantio, por exemplo.

Na segunda sala, passamos à cúpula de projeção, onde o céu do momento apareceu diante dos nossos olhos com os desenhos das constelações em suas representações incas, como a serpente, a lhama, o condor e o sapo. É muito interessante e divertido adivinhar os formatos das constelações – admito que em algumas eles foram bastante criativos! No tour havia muitas crianças pequenas e elas curtiram demais esse momento. Cada constelação protegia os animais aos quais o formato delas estava atrelado. A astronomia estava intimamente ligada à espiritualidade da civilização inca, que acreditava que humanos, animais, natureza e o cosmos faziam parte de uma coisa só. Tudo no universo está conectado.

planetário de Cusco à noite, área externa com telescopio
Ainda bem que o céu estava limpo e conseguimos fazer observação de corpos celestes!

Depois disso tudo, vem a hora mais esperada que é a observação do céu em três telescópios montados na área externa no planetário. Certifique-se que a noite não esteja nublada para que a atividade seja um sucesso, então fique de olho na previsão do tempo! Na nossa visita o céu estava muito limpo e conseguimos observar Júpiter, Marte, a nebulosa de Orion e as estrelas Sirius e Castor – esta última a olho nu parece uma única estrela, mas é uma estrela binária.

Foi um tour bem tranquilo de fazer, tem duração de pouco mais de duas horas e no final o microônibus nos deixou na rua de acesso à Plaza de Armas – que à noite fica mais linda iluminada.

Informações gerais Planetário de Cusco

Endereço: Fundo Llaullipata carretera a Sacsayhuaman Km2, Cusco, Peru

Funcionamento: Segunda a Sábado – sessão às 18h00

Valor: 85 soles para adultos e 60 soles para crianças (respectivamente USD 23 e USD 16)

Atividade recomendada para crianças a partir de 7 anos.

Reservas obrigatória neste site. Reservas para o mesmo dia só podem ser feitas até as 15h00.

Dia 6: Mercado San Pedro e retorno

Fizemos o checkout no hotel às 11h30 e resolvemos caminhar até o Mercado Central de San Pedro, que fica a 10 minutos a pé da Plaza de Armas.

No caminho passamos por cafés charmosos, feirinhas e vimos a vida cotidiana acontecendo, com crianças indo e vindo da escola, mulheres indo às compras, homens de terno na pausa do almoço no trabalho. Apesar de ainda ser uma região turística, deu para sentir um pouco mais de vida real do que no entorno da praça central.

O Mercado existe desde 1925 e foi erguido na área onde funcionava um antigo matadouro municipal. A estrutura metálica foi projetada pelo francês Gustave Eiffel (sim, o da torre) e hoje abriga 1.180 boxes de comércio em seu interior.

arco de santa clara e mercado de san pedro em Cusco
O Arco de Santa Clara liga a área da Plaza de Armas à região do mercado central

Eu achei muito interessante a disposição dos corredores, pois são todos “temáticos” digamos assim.

Na entrada ficam as barracas de venda de souvenir, mas este não é o forte de San Pedro. As pessoas vão até lá para fazer compras de alimentos e também refeições.

Há um corredor só de pães, um de queijos, um de frutas cristalizadas, um de carne de porco, um de miúdos de boi, um de cereais… escolha o que quer comprar e vai ter um setor só para isso.

O corredor de sucos é o mais pitoresco. São dezenas de stands exatamente iguais vendendo os mesmos produtos: sucos e vitaminas feitos com frutas frescas. O que te faz escolher entre o da Celeste e o da Mercedes?

interior do mercado de San Pedro
As barraquinhas de suco são um barato! Mas eu queria mesmo era trazer um queijo desses aí!

Certamente a simpatia das senhoras que ficam nos balcões, abanando os cardápios e chamando a gente para provar! Nós escolhemos a Juguería da Eulália e ela era muito fofa! O esquema é simples, você escolhe quantas frutas e se quer base de água, de maçã ou de leite. E ela bate tudo em um liquidificador. São 9 soles (USD 2,50) pelo conteúdo da jarra – que dá uns dois copos dos grandes.

Lá no fundão, ficam os restaurantes. Também divididos por temas: um corredor somente para lanches (café, bolos, empanadas…), um outro só para pratos com arroz, outro para PF de carnes com acompanhamento… e por aí vai. Os preços são realmente muito baratos, variando de 8 a 12 soles por um menú del dia e chegando a 20 soles quando é um prato à la carte. Eu queria ter provado alguma coisa, mas estava sem fome ainda. Até as duas da tarde o mercado ficou cheíssimo, seria difícil até arrumar um lugarzinho para sentar.

Quando retornamos ao hotel já estava quase na hora de pedir o táxi para o aeroporto.

entrada de uma escola e caminhão de entregas pelas ruas de Cusco
Um pouco da vida cotidiana pelas ruas de Cusco

Em Cusco há Uber e ele funciona muito bem. Do Centro para o aeroporto a corrida fica na faixa dos 30 soles. É recomendado pedir Uber em vez de usar táxis da rua, porque estes não costumam usar taxímetro. Um táxi executivo reservado no hotel vai custar em torno de 80 soles – não tem necessidade de gastar isso tudo, já que o aeroporto é bem perto da cidade.

O aeroporto de Cusco é pequeno e na porta de entrada há um funcionário já conferindo passagem e cartões de embarque – só tem acesso ao saguão de check in quem for viajar. São poucos balcões e as filas de despacho tendem a ser mais longas.

O que eu notei foi um certo atraso em todos os voos. Talvez um problema pontual, mas nós saímos com mais de 30 minutos de atraso do horário original, o que quase atrapalhou a nossa volta para o Brasil. Chegamos no portão do voo da Latam em Lima exatamente na hora que começou a chamar o embarque!

Onde comer em Cusco

O Peru é um país famoso pela sua gastronomia e é repleto de restaurantes premiados. Aqui vão algumas sugestões que você encaixar no seu roteiro de 6 dias em Cusco e aproveitar. Veja a localização deles no mapa logo abaixo.

Kusikay: Experiência gastronômica que combina técnicas modernas e ingredientes andinos em pratos criativos, servidos em um ambiente intimista e sofisticado.

Morena Peruvian Kitchen: Moderno e descontraído, o Morena é famoso por reinterpretar clássicos da culinária peruana com um toque contemporâneo e apresentações impecáveis.

Pachapapa: No bairro de San Blas, o Pachapapa é referência para quem quer provar especialidades tradicionais como o cuy assado, em um pátio charmoso ao ar livre.

Carpe Diem: Especializado em culinária italiana, o Carpe Diem encanta com massas frescas e pizzas artesanais, tudo preparado com ingredientes de qualidade e muito sabor.

Cicciolina: Um clássico de Cusco, o Cicciolina oferece tapas criativas e pratos de influência mediterrânea em um espaço acolhedor, dentro de uma casa colonial histórica.

Organika: Orgânico e saudável, o Organika aposta em ingredientes frescos de sua própria horta para criar pratos vibrantes, cheios de sabor e conexão com a natureza.

Cervecería del Valle Sagrado: Para os amantes de cerveja artesanal, a Cervecería del Valle Sagrado oferece rótulos premiados, produzidos localmente, em um ambiente descontraído e autêntico.

Mauka: No hotel Belmond Palacio Nazarenas, Mauka é o restaurante comandado pela chef Pía León, que propõe uma cozinha de autor com foco em ingredientes peruanos e técnicas inovadoras.

Chicha: O restaurante de Gastón Acurio em Cusco celebra a culinária andina com pratos que resgatam sabores tradicionais, sempre com a sofisticação característica do chef.

O que faltou fazer?

Se você tiver mais dias, ou preferir um ritmo mais frenético acordando cedo e dormindo tarde, ainda pode acrescentar mais algumas atrações no seu planejamento. Esses foram os lugares que eu vou deixar para a próxima viagem!

Chinchero – um vilarejo andino famoso por seu mercado tradicional e por ser um dos melhores lugares para conhecer o trabalho artesanal das tecelãs que mantêm vivas as técnicas ancestrais incas. Além disso, abriga um sítio arqueológico com terraços agrícolas e uma igreja colonial construída sobre antigas bases incas. Fica a aproximadamente 30 km de Cusco e a 40 km de Urubamba.

Recomendo reservar uma experência com a Andean Colors, que promove aulas de tecelagem, caminhada com lhamas e almoços típicos em sua sede próxima a Chinchero.

Pisac – é conhecida por seu impressionante complexo arqueológico, situado no alto de uma montanha, com terraços agrícolas e vistas do Vale Sagrado. No vilarejo, o mercado artesanal atrai visitantes em busca de produtos típicos como cerâmicas e tecidos. Pisac está a de 33 km de Cusco e a 32 km de Urubamba.

Bairro de San Blas – é o bairro boêmio e artístico de Cusco, conhecido pelas ruas de paralelepípedos, ateliês de artistas locais e cafés aconchegantes. Ótimo lugar para comprar artesanato e apreciar a vista panorâmica da cidade. San Blas fica a poucos minutos a pé da Plaza de Armas de Cusco, sendo portanto dentro da cidade.

Visita às igrejas de Cusco – são muitas igrejas espalhadas pela cidade, repletas de obras de arte e de ricos adornos em ouro e prata. Só no entorno da Plaza de Armas já estão três das mais importantes. No Instagram temos um post contando o por quê de tantas igrejas e uma lista das que você deve incluir no seu roteiro.

escadria da catedral de cusco iluminada à noite
Eu queria ter feito um tour pelas igrejas e pelas casas coloniais do centro de Cusco. Fica para a próxima!

O que eu não faria

Laguna Humantay – enquanto estávamos no Peru, ouvimos relatos muito preocupantes em relação à segurança na trilha que leva até a Laguna Humantay – um lago belíssimo cor de esmeralda, formado de águas cristalinas do degelo dos Andes.

Devido ao volume de chuvas do início de 2025, a trilha ficou muito tempo fechada e reabriu em condições precárias de conservação e com pontos de deslizamento de terra ao longo do percurso.

No dia que fomos a Machu Picchu, ouvi a notícia que aconteceu uma morte na trilha da laguna na véspera e não havia estrutura de resgate, nem de atendimento médico no local.

Naquela mesma semana a trilha foi novamente fechada, apesar de muitas agências ainda estarem vendendo esse passeio. A trilha exige muito esforço físico e pode durar 3 horas só no trajeto da ida.

Foto: banco de imagens Pexels.com

Montanha do Arco Íris Vinicunca – a linda montanha colorida que vemos na internet também é um perrengue chique que você não precisa passar. Primeiro, porque ela está a 5.200 metros de altitude, o que pode causar muitos sintomas em quem não está aclimatado. Nosso guia do passeio no Vale Sagrado disse que é comum turistas descerem no oxigênio e não terminarem o tour até a montanha.

Durante fevereiro e março, as trilhas podem se tornar escorregadias devido às chuvas frequentes, aumentando o risco de acidentes. Além disso, a popularidade do local resulta em grande fluxo de turistas, o que pode afetar a sua experiência de contato com a natureza.

Quer uma alternativa?

A Montanha Arco-Íris de Palccoyo, situada a cerca de 4.900 metros de altitude é uma alternativa tranquila e acessível à famosa Vinicunca. Diferente de sua concorrente mais conhecida, Palccoyo possui um percurso mais curto e menos exigente, com trilhas bem conservadas e um ganho de elevação moderado, tornando-a ideal para visitantes de todas as idades e níveis de condicionamento físico .

Seguro viagem

Para um roteiro de 6 dias em Cusco, um destino conhecido pelo turismo de aventura e pela altitude muito elevada – à qual não estamos acostumadas – contratar um seguro viagem é essencial. Atenção porque o Peru NÃO TEM ATENDIMENTO GRATUITO na rede médica e hospitalar para estrangeiros! Uma consulta médica no país pode custar entre 30 e 80 dólares.

Na Real Seguro Viagem, você vai ter um atendimento personalizado para escolher o melhor seguro para você e sua família e que atenda as necessidades da viagem.

Pode acrescentar cobertura para prática de esportes, para gestantes, cobertura para mala danificada… com atendimento humanizado e os melhores preços.

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